Os ventos no aeroporto do Funchal não vão mudar, mas há novas tecnologias para ajudar a aterrar e descolar

Partilhar nas redes sociais
  • 15
  •  
  •  
  •  
    15
    Shares

O congresso da APAVT, que decorreu na Madeira entre os dias 14 e 18 de Novembro, destacaram problemas da região que urge resolver. Um deles, a maior dor de cabeça para madeirenses e forasteiros, são as aterragens e descolagens na pista. Mas até isso tem uma solução.

Luís Ribeiro, Presidente da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) alertou, na passada sexta-feira, 15, as entidades responsáveis, de que devem escutar as queixas dos empresários quando há constrangimentos no aeroporto da Madeira devido ao vento, mas assegura que a prioridade é a segurança dos voos e dessa ele não abdicará.

“Compreendo a frustração das pessoas e dos empresários que têm os seus negócios e o que querem é ter uma conexão para os turistas não terem problemas. Mas o que é facto é que os ventos mudaram”, declarou Luís Ribeiro.

Segundo o responsável pelo regulador aéreo, “as regras não mudaram e o que aconteceu foi que nos últimos dois anos – e não neste último verão que foi atípico, não houve grande impacto nos ventos - houve uma grande percentagem de dias em que houve ventos acima dos limites e foi, por isso, que a operação foi mais impactada”.

“Aquilo que temos de fazer é relativamente bem definido, que é utilizar novas tecnologias para minorar os impactos deste fenómeno, garantindo aos utilizadores do aeroporto que os voos são perfeitamente seguros. Portanto, esta é a nossa prioridade e não vamos fazer nada que ponha em causa a segurança da aviação civil", reforçou o responsável pela ANAC.

Na quinta-feira, 14, no discurso de abertura do 45.º Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), no Funchal (Madeira), Pedro Costa Ferreira, Presidente desta associação, afirmou que a Madeira tem “um problema de inoperacionalidade [aeroportuária] que está a matar a confiança dos 'players' e vem afastando lenta, mas inexoravelmente, os aviões da pista.”

Para Costa Ferreira, a situação é “inexplicável” pois “nos últimos anos os ventos não se alteraram, a tecnologia de gestão da aproximação das aeronaves melhorou e a tecnologia a bordo dos aviões até se aperfeiçoou”. O problema, acusa, reside “no número de aproximações à pista autorizadas”, o que considera “inimaginável e portador de prejuízos incalculáveis".

Foto: Youtube Aeronaves Top


Partilhar nas redes sociais
  • 15
  •  
  •  
  •  
    15
    Shares