Guardas prisionais vão estar em greve

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Protesto que dura até dia 23 de Setembro é considerado ilegal pelos Serviços Prisionais.

Os guardas prisionais vão iniciar, hoje, dia 20 de Setembro, uma greve que se vai estender até segunda-feira, dia 23, e vão manifestar-se no Terreiro do Paço, em Lisboa, contra o congelamento das carreiras e o sistema de avaliação, com a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) a considerar que a paralisação é ilegal, avança a agência Lusa.

Esperando “uma greve ilícita, a DGRSP apela a todos os trabalhadores para que, responsavelmente, observem os deveres a que estão adstritos, de forma a garantir o normal exercício das funções e tarefas”, lê-se no despacho do director dos Serviços Prisionais, Rómulo Augusto Mateus, enviado a todos os directores das cadeias.

Jorge Alves, do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP), considera a reação da DGRSP “inédita” e “abusiva”, salientando que pode estar relacionada com a proximidade da data das eleições legislativas de 6 de Outubro. Considerou, também, que o despacho visa amedrontar o pessoal da guarda prisional e evitar protestos nas cadeias.

“É a primeira vez na história do sindicato da guarda prisional que isto acontece”, disse Jorge Alves à Lusa, lamentando a recusa da parte da DGRSP em negociar os serviços mínimos e em aceitar a greve dos guardas como um direito consagrado na Constituição.

Apesar de todas as potenciais consequências que o despacho contém, o SNCGP mantém a greve, das 16h00 de dia 20 de Setembro até às 09h00 de dia 23 de Setembro.

Os guardas não irão cumprir serviços mínimos uma vez que estes não foram determinados, mas o sindicato refere que os guardas não deixarão de acatar as ordens superiores, não colocando em risco a segurança do sistema prisional.

Fonte foto: Observador


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