Afinal a Morna ainda é só (quase) Património Imaterial da Humanidade

Partilhar nas redes sociais
  • 5
  •  
  •  
  •  
    5
    Shares

A Unesco alertou este fim de semana que a classificação da Morna como Património Imaterial da Humanidade tem apenas uma indicação positiva prévia, remetendo a decisão final para o Comité independente, que reúne entre 8 e 14 de dezembro, em Bogotá, na Colômbia.

“Não [a morna ainda não é oficialmente Património Imaterial da Humanidade], a decisão final pertence ao Comité Independente Intergovernamental de salvaguarda do Património Imaterial da Humanidade, o órgão que se vai reunir em Bogotá entre 8 e 14 de dezembro de 2019", referiu fonte oficial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O ministro da Cultura cabo-verdiano, Abraão Vicente, manifestou na quinta-feira à noite, na sua página pessoal de Facebook, a sua satisfação com o processo, dizendo: “Caros cabo-verdianos, tenho a sorte, a honra e o privilégio de vos comunicar que hoje o comité técnico dos peritos da UNESCO aprovou o dossiê da Morna a Património da Humanidade”, mas afinal ainda não foi tomada a decisão final.

No entanto, segundo fonte da Unesco, “o texto publicado é um projeto de decisão que transmite o parecer favorável do órgão que avaliou todas as candidaturas".

Será a este Comité Independente, que tutela as manifestações culturais consideradas como Património Imaterial da Humanidade, que caberá a decisão incluir a Morna, imortalizada por vozes como a de Cesária Évora ou Tito Paris, na mesma lista onde já constam o Fado e o Cante Alentejano, entre práticas musicais e artísticas de todo o Mundo.

Portugal apresentou este ano a candidatura dos Caretos de Podence, de Macedo de Cavaleiros, que também aguardam a decisão final do Comité.

Foto: Facebook Cesária Évora


Partilhar nas redes sociais
  • 5
  •  
  •  
  •  
    5
    Shares